Novembro 2008


img_8717Então, de repente chegou meu aniversário. Ai ai ai, recém separada, recém escaldada, gata com medo de entrar em uma fria depressão - o que não seria nada desejável no aniversário – imagina ficar lembrando disso o ano inteiro? Cruzes!  Mas cá entre nós, tem a ver.  Aniversário pode ser uma armadilha prá quem anda meio instável. Apesar de 2008 ter sido um ano intrigante e desafiante, estava às voltas com aquele frio na barriga. Perigo. Aí minha ansiedade – ou pró atividade (?) não permite que eu fique parada esperando nada. Ou pelo menos que aquele cenário que eu vislumbrei se confirme. Diante desse temor, resolvo comemorar minha recém adquirida liberdade.  Uma liberdade ainda um pouco mais externa que interna, mas que vá lá, vai se construindo.  Sagitariana, tinha que ser com uma viagem.  E fazendo alguma coisa nada ver com ninguém que não fosse eu. Tipo bem metida mesmo.  Aquilo que prá ser um antídoto eficaz precisa ter ingredientes de auto-suficiência, auto-estima, diversão… Prá ficar perfeito, faltou um ingrediente de fazer o bem universal, que foi substituído pela alegria de levar meus dois filhos como meus bravos e efusivos companheiros de aventura.  Vale também. Tivemos o fim de semana prá comemorar.  Fomos prá Brotas, fazer canoagem e outros esportes radicais. Nada como substituir um pavor por outro! Recomendo.

Flow
uma tarefa desafiadora
e que exige habilidade
concentração total
objetivos claros
envolvimento intenso e natural
senso de controle
desaparece a consciência do eu
o tempo pára*

Felicidade não tem necessariamente a ver com prazer
Ou com sentir
Quando estou plena, fazendo o que sei e que precisa ser feito
Estou em um lugar onde não há emoção
A este lugar vou quando me conecto com meu destino
Aquele para o qual sempre me preparei
Mesmo sem saber
Quando me encontro fazendo exatamente o que quero
Acesso um significado mais simples, mais puro

Nada mais importa, a não ser aquele foco
E quando estou nesta conexão, sei exatamente o que fazer
É possível aprender antecipadamente por que o tempo está suspenso
E o acesso ao todo é total
A entrega é total
Não há euforia, nem catarse, só atenção

Naturalmente aparece uma sabedoria que não é trivial
O risco é alto mas não há medo
Surfo uma onda enorme, que exige tudo
e tudo que posso dar é suficiente
A gratificação não é sensorial, sensual
Não existe alegria nem tristeza
Apenas aquela poderosa conexão
Que eu não quero mais que acabe
Isso é flow

*De “Felicidade Autêntica” por Martin Seligman

Silenced, choking from Feelings

Originally uploaded by Evelyn Arthur Richman

Por que não falar
Quando não sabemos o que dizer?
Nessa hora da maior solidão
Tudo que o outro tem é silêncio
Um silêncio tão grosso
Que é até áspero, rala.
Mas o silêncio também fala o que não conseguimos falar
E ampara, porque temos medo de machucar.
É horrível, mas é manso
É covarde, mas suave.
Afasta, desliga, emudece
Uma conversa que não mais queremos ter
Mata de fome o diálogo
Desnutre a correspondência.
E essa miséria relacional
De repente coloca um ponto final

Quando um ponto final está difícil de ser colocado.

Pus o Zeca Baleiro prá cantar aqui hoje em homenagem a Obama..

Juízo Final
Nelson Cavaquinho

O sol….há de brilhar mais uma vez
A luz….há de chegar aos corações
Do mal….será queimada a semente
O amor…será eterno novamente

É o Juízo Final, a história do bem e do mal
Quero ter olhos pra ver, a maldade desaparecer

O amor…será eterno novamente