O que são valores para mim?
A que eu dou valor?
O que me dá satisfação?
Felicidade no trabalho?
Qual minha missão de vida?
Qual minha visão de futuro?
Que valores distingo em meu cotidiano?
Missão, Visão e valores não são em si. Eles se constróem na convivência.  E como estão sendo construídos conjuntamente na relação das pessoas de uma organização? Entre as pessoas que servem outras organizações? Entre as pessoas da organização e seus stakeholders?

“A cultura não predetermina o viver que se viverá, mas quem cresce nela a in-corpora, e sua corporalidade se transforma de modo que, a menos que ante uma disjuntiva ele ou ela reflexione sobre o que faz, escolhe sem escolher viver o que o viver a cultura que vive implica.” Humberto Maturana

Então, o caminho do olhar trino reflexivo talvez seja um caminho:  ”Os três olhares – o que olha os componentes, o que olha suas relações e o que olha a totalidade destes – integram e constituem o saber olhar”
Podemos então paritr dos valores, convidar as pessoas a se olharem fazendo o que fazem como indivíduos, depois como os valores se manifestam nas suas relações entre si e com os clientes e depois o todo: A organização como totalidade vivendo esse processo de transculturação. Como as pessoas vêem isso.
Penso que a partir dessa reflexão, abre se a oportunidade de escolha autônoma, saindo do “escolhe sem escolher”.

A questão é, como propor uma reflexão como esta levando em conta as inúmeras falas que stão represadas nas gargantas? E como superar o mero conversar formal autômato para construirmos um ambiente onde possa surgir o ser humano autônomo?

“Uma compreensão de valores é essencial no contexto de organizações humanas – públicas e privadas. Não podemos relegar a questão de valores para meras discussões semânticas e demagogia colorida. A sustentabilidade do próprio planeta exige uma urgente reavaliação do que valorizamos e como esses valores devem funcionar nas nossas vidas e trabalhos.Os valores humanos não podem ser simplesmente decretados ou estabelecidos através de um plano estratégico. São frutos de um trabalho no fundo do ser. Uma boa definição de espiritualidade é justamente a prática de valores humanos em situações adversas. É o desenvolvimento de verdade dos próprios valores previstos no plano estratégico e que são a base do desempenho de boas equipes de trabalho. Quando o trabalho se move em direção a um propósito compartilhado, elevado e cheio de paixão, ele dá vida ao trabalho em si, ao trabalhador e ao o mundo em que vive. A otimização do potencial humano para trabalhar de forma mais integrada acaba sendo um fator crucial de sucesso ou  fracasso.” Ken O´Donnell