Jung e as Práticas Colaborativas

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“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.”  Carl Gustav Jung

Um dia uma jovem simples apareceu em seu consultório, sofrendo de uma insônia quase total. Era uma pessoa que se angustiava quando não fazia alguma coisa direito ou não cumpria satisfatoriamente as exigências da vida cotidiana. Jung concluiu que ela precisava relaxar e lhe contou que conseguia relaxar velejando no lago ao sabor do vento. Mas ela não entendeu, ele pôde ver em seus olhos. Isso o entristeceu, porque queria ajudá-la, e só dispunha daquela consulta para conseguir isso.

“Então”, disse Jung, quando falei de velejar ao vento, ouvi a voz de minha mãe cantando uma canção de ninar para minha irmãzinha, como costumava fazer quando eu tinha 8 ou 9 anos, a história de uma garotinha em um pequeno bote no Reno com seus peixinhos. E, quase sem querer, comecei a cantarolar sobre o vento, as ondas, o ato de velejar e o relaxamento, com a melodia da canção de ninar. Cantarolei essas sensações e pude ver que ela estava “encantada”.

A consulta chegou ao fim e Jung teve que despedir-se da jovem.  Dois anos depois, em um congresso, ele conheceu o médico que a enviara.  O médico insistiu com Jung que lhe contasse que tipo de terapia havia usado, porque, ele disse, a insônia desaparecera totalmente e nunca mais voltara.

Lembrei-me desta história agora que estou iniciando minha formação em práticas colaborativas no Interfaci.  Estávamos fazendo um exercício sobre perguntas, alguém perguntou se nosso papel, então, é só de fazer perguntas, e Marilene, nossa querida facilitadora, respondeu que não, que estamos inteiros na entrevista colaborativa. Então perguntamos, reagimos, nos emocionamos, nos tocamos. Importante é dançar a dança com a pessoa que está conosco, criar um passo que os dois gostem de dançar.  Dançar juntos.

E aí lembre-me desta história do Jung e do poder transformador que tem estar verdadeiramente com alguém. O poder da conversa colaborativa. E isso foi só a primeira aula!

A história foi adaptada de Carl Jung Curador de Almas de Claire Dunne, que ganhei do meu querido e inspirador J Fortes.

Conta de devedores duvidosos ou uma aventura em Miami em 4 acertos e 4 erros.

imagesQuando estudava Administração, precisava  suportar as aulas de Contabilidade que odiava. E isso porque, mesmo curtindo toda aquela lógica incrível, por causa do meu grau altíssimo de distração, nada batia com nada. Mas uma coisa me chamava a atenção: a conta de devedores duvidosos. Me encantava a forma como os contadores haviam solucionado criativamente a questão de dívidas insolventes. Põe na conta de devedores duvidosos e aí pode fechar o balanço.

A conta de devedores duvidosos é como se fosse uma declaração de erro: Errei sim, emprestei para quem não devia, vendi para as pessoas erradas. Assumo o prejuízo e toco em frente. Me ensina minha amiga Doutora em Contabilidade Yara Cintra que isso só funciona se você tiver provisionado antes. Veremos.

Hoje escutei uma voz interior dizendo: Relaxa, põe na conta de devedores duvidosos. Será que seria possível então, criar uma conta de devedores duvidosos existencial?

Estou em Miami, a caminho do Novo Mexico onde vou participar da Conferência comemorativa dos 20 anos do TAOS Institute. A única forma de viabilizar esta viagem foi uma promoção da AA de viajar com 30.000 milhas. Mas isto implicou em dias e dias ligando no setor de reservas, negociando trecho por trecho até conseguir a passagem, e só se fosse parando um dia aqui. Ok, aproveito e faço o guarda-roupa de inverno dos filhos em algum shopping de ponta de estoque, pensei.

Então a lógica foi conseguir um hotel bom e barato perto do aeroporto (meu vôo para o Novo Mexico sai as 6:20 da matina) e de um shopping center.  Não queria dirigir – e gastar mais – neste dia, cansada, cheia de compras, etc. Consegui um que anunciava transporte grátis para o aeroporto e para o Mall. Primeiro erro.

Esperei uma hora e o transporte nunca passou. Todos os outros ônibus dos hotéis já tinham passado, mais de uma vez. Finalmente, peguei um táxi que me custou mais caro do que se eu tivesse alugado um carro. E meu hotel ficava numa área onde só se anda de carro. Conclusão, horrível para andar a pé.

Cheguei no hotel na torcida para que houvesse um quarto livre logo de manhã. E tinha. Os quartos ficam livres apenas à tarde, mas a gente poderia conseguir um… Só que… Detalhe: Menor do que o quarto que a Sra. tinha reservado, tudo bem? Sim, claro, tenho desconto? Falar com o gerente. Pensei: Falar com o gerente? Cansada, exausta, jetlegged, não. Meu ser clamava por uma ducha.  Quem sabe mais tarde. Segundo erro.

Cheguei no quarto e era um quarto fumante. Mas não era qualquer fumante, era o quarto da associação americana dos fumantes inveterados e compulsivos que-acendem-um-cigarro-no-outro e eles deveriam fazer todas as suas reuniões lá! Só de entrar no quarto a sensação era de que o corpo inteiro estava se impregnando daquele cheiro de cinzeiro sujo. Eca! Driblei o cheiro ruim e tomei um chuveiro. O melhor da minha vida. Terceiro Erro.

De banho tomado, a cabeça mais no lugar, liguei prá recepção. Olha, preciso mudar de quarto, este aqui é fumante e eu não fumo (mais). Eu avisei a Sra. que era fumante. Não, você me avisou que a cama era menor. Avisei sim, e agora a Sra. já usou o quarto, quer falar com o gerente? Caramba, lá vem esse gerente de novo! Não, veja se consegue que alguém passe um bom-ar aqui, ok?

Peguei o transporte do hotel para o shopping às 10:00 da manhã. Detalhe, a volta era feita uma vez por dia às 08:00 da noite! Tá. Comecei a rir sozinha e me veio uma legenda na cabeça: “Em viagem, espere por imprevistos” Primeiro acerto. Eu faço isso! Sempre levo dinheiro a mais e fico em lugares econômicos, justamente para poder viajar com folga, com a sensação de que as despesas extras fazem parte do pacote. O que contadores poderiam chamariam de provisionar. Relaxei.

Também neste momento pensei que o meu estado de espírito era meu, e que não importasse o que acontecesse, com cheiro ou sem cheiro, trocando de quarto ou não, eu escolhia me manter calma e bem humorada. Já estava gastando mais que o esperado, ficando num quarto horroroso e fedido, então que pelo menos meu astral continuasse gostoso e cheiroso. Segundo acerto.

Cheguei ao shopping animada. Ele era ótimo e fiz todas as compras que precisava. Terminei às 16:00 e fui de táxi (mais barato pq era perto) para o hotel. Terceiro Acerto.

Tinha deixado as janelas do quarto escancaradas, o ventilador ligado, e quando entrei,  bum! aquele cheiro horroroso ainda estava lá. Meu maior medo era não conseguir dormir, porque não conseguia me acostumar. Ligo e falo com uma nova recepcionista. Explico. Vou mandar a governanta, ela diz. Governanta bate na porta, eu abro. Tudo bem? ela pergunta: Mais ou menos, sente esse cheiro… Não há nada que eu possa fazer, a Sra. sabia que era um quarto fumante e aceitou. Olha, eu sou brasileira, viajei a noite toda, to cansada, entendo que cometi um erro, mas será que você pode fazer algo por mim? Posso trocar as toalhas (Não me pergunte por que). Tá.

Dormi superbem. Na verdade, desmaiei e acordei sozinha no horário adequado. O cheiro não fez diferença. No fim, queria descer e reclamar. Pedir desconto, fazer valer meus direitos, não deixar passar em branco, provar pra mim que sou assertiva, que sou digna de justiça, etc. etc. Mas quando olhei para aquele gerente trabalhando as 5:00 da manhã, todo sorridente, pensei, relaxa, essa conta vai para devedores duvidosos…

Minha conclusão? Existem infinitos jeitos de viver. Para todos os seres humanos. Não preciso ser sempre igual, posso ser um dia mais assertiva e enérgica outro dia mais doce e nem aí. Isso faz parte da infinidade de possibilidades que ser humano propicia.

Na minha contabilidade pessoal, perdi dinheiro, pouco, mas ganhei sabedoria. Não briguei, não humilhei, respeitei todas as pessoas. Fui capaz de relevar. Não consegui o que queria e com todo o respeito, isso vai para o TripAdvisor… Quarto acerto.

Organizational Peacemaking: Como fazer paz nas organizações?

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Manifestação para a paz realizada durante a conferência. Eu estava lá!

Estive em Novembro de 2012 participando do Encontro: Explorando práticas relacionais de pacificação, mediação e transformação de conflitos realizada pelo TAOS Institute em San Diego, California.

Aqui apresento a adaptação de um documento recebido durante a conferência, uma espécie de “guia do pacificador” que me despertou a vontade de criar um programa de pacificação para as organizações. Ir além de clima, adesão, engajamento: A pergunta é “Como criar um ambiente de paz nas organizações de negócios?”  Tendo em vista o nível de conflito e doença enfrentado por nós no trabalho empresarial hoje em dia, alguma dúvida de que é necessário? Em vez de gestão de conflitos, construção de paz organizacional.

Características dos Pacificadores

  1. Esteja atento para as oportunidades. Diariamente revisite sua vontade de comprometer-se com este trabalho.
  2. Nunca perca de vista o seu objetivo e nunca se apegue à forma de atingi-lo.
  3. Pense sistemicamente e aja holisticamente.
  4. Trabalhe fora do alcance do radar quando for preciso.
  5. Treinamento em ação. Aprenda fazendo.
  6. Opere do ponto de vista do cuidado incondicional, não do sentimentalismo.
  7. Ritmo: Promova um pouquinho de paz; Faça um pequeno jantar; Pacificação é algo de longo prazo; pode não se completar no período da sua vida.
  8. Pacificação pode ser, mas não precisa ser perigoso.
  9. Esteja disposto a ficar à margem, sem levar isso para o lado pessoal.
  10. Comece pequena e profundamente, e aí pense sobre a sabedoria de expandir.
  11. Dinheiro normalmente não é a moeda de troca mais usual tanto para o trabalho quanto para o pacificador.
  12. Sem ego trip, reclamação, manha, politicagem e comprometimento de sua integridade e seus princípios.

No Natal Nasceu o Amor

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No Natal nasceu o amor

E nasceu tão pequenininho

Que cabia no corpo de um menino.

Hoje no Natal

Gostamos de lembrar do nascimento dele

E de que somos capazes de amar

Que foi o que ele veio nos ensinar.

Então, por um momento, um instante,

Nos lembramos que somos todos seus irmãos

E que queremos cuidar deste menino, desta luz,

desta esperança que nasceu na gente.

E nossa esperança maior não é de riqueza, glória e poder

Não é nem de saúde, de bem estar, de felicidade.

Nossa maior esperança mesmo

É que sejamos todos seres humanos

Capazes de amar e cuidar uns dos outros.

E assim, que seja Natal toda vez que alguém nascer

E que nosso Natal dure o ano inteiro!

A História da Verdade

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Deu-me de presente esta linda história meu querido amigo Flavio Restrepo, ativista médico, colunista do jornal La Pátria e blogueiro de olho nas questões políticas de nossa vizinha Colômbia.

Eu que havia acabado de retornar da Conferência sobre Mediação Narrativa no TAOS Institute, me comovi com a sabedoria e talento dos dois contadores – ele e sua mãe – e o poder da história.

Aqui abaixo, adaptada por mim. O original podem ler em espanhol aqui.

Com esta história resgatada dos tempos da infância, minha mãe resolveu uma pequena “guerra” entre mim e meus irmãos que brigávamos porque todos acreditavam estar com a verdade ao seu lado!

Sentamos todos ao seu redor, e com um ar gracioso disse:

“A Verdade” era uma deusa bela e transparente, que costumava andar pelos jardins do Olimpo, sempre acompanhada por “A Razão”, sua melhor e mais próxima amiga.

Por ser transparente ninguém a via.

-Então eu interrompi e perguntei maliciosamente: Como eles sabiam que era bonita, se era transparente?

-Vou dizer-lhe mais tarde, ela respondeu com um sorriso de compreensão e continuou sua história.

O tempo passou, com a lentidão com que geralmente acontece em lugares onde reina a harmonia e paz. Mas o tempo é um juiz implacável, que não pode ajudar nem o povo nem as deusas. Então ” A Verdade” cresceu, ela nunca tinha conhecido o amor, e como eles não a viam, não tinha pretendentes.

Nisso diferia de “A Razão”, a quem todos presumiam possuir.

Um dia qualquer, em uma de suas caminhadas pela periferia da vila, elas encontraram “A Dúvida”, um cavalheiro elegante, bonito, inteligente, nervoso e com um semblante opaco, que estava sempre buscando a resposta para algo em que não acreditava.

Por causa da amizade que entre eles nasceu nesse dia, sabemos que “A Verdade” era belíssima, porque contra a opacidade de “A Dúvida”, podia se ver sua silhueta transparente desenhada.

Foi assim, como “A Dúvida”  se apaixonou perdidamente pela “A Verdade”.  E a visitou tantas vezes que um dia se tornou seu companheiro constante.

O tempo passou lentamente, até que muitos anos mais tarde, eles se casaram. “A Dúvida”, que duvidava de tudo, começou a bagunçar. A história diz que eles não foram felizes. “A Verdade” sempre foi modesta, suportou com paciência e nunca disse nada, porque ela gostava de passar despercebida.

Um dia, em uma festa, “A Verdade” conversava alegremente com os anfitriões, quando apareceu um convidado muito engraçado e popular, “A Mentira”, que pela familiaridade com que falava, parecia ser um grande amigo de todos. Quando ele foi apresentado a “A Verdade”, se apaixonou imediatamente por ela. Ele começou a contar histórias inverossímeis e simpáticas, que embora falsas e distorcidas, eram engraçadas e a fizeram rir.  “A Mentira”  se dispôs a conquistá-la e conseguiu. Foi assim que ele tornou-se seu amante.

E como o amor é cego, “A Verdade” caiu em sua armadilha. Eles estavam um dia na cama, nas batalhas de amor, quando de repente voltou para casa “A Dúvida”.

Ali foi Tróia!

Quando ele viu  “A Mentira” deitado na cama, ficou paralisado, o que “A Mentira”, que sempre foi conhecido por ser covarde, aproveitou para correr para fora e chegar à janela.

Mas, como tem sempre apresentado uma teimosia incomparável, virou e disse à “Verdade”:”Eu vou voltar para te buscar.” Então ele se jogou lá de cima, caindo drasticamente. Deve ter caído mal e machucado uma perna, porque, desde então, todo mundo diz “A Mentira” é manca.

“A Dúvida” congelou, não sabendo o que fazer. Ele tinha certeza de que “A Mentira” com a teimosia e obstinação que lhe caracterizam, mais uma vez voltaria pela sua amada.

Em seguida, ele se sentou para pensar. Ele pensou e pensou, num modo pelo qual “A Mentira” não pudesse voltar a possuir “A Verdade”.

Finalmente lhe veio uma solução: Pegou “A Verdade” e cortou em mil fragmentos. Ele os pegou, e usando seus poderes, ele voou ao redor do mundo, espalhando pedaços de “Verdade” em todos os lugares.

Concluiu assim a minha mãe, dizendo:

– É por isso que, a partir daquele dia, todos podem ter um pouco da “Verdade”, mas ninguém pode possui-la totalmente!

Latinoamerica


Soy,
Soy lo que dejaron,
soy toda la sobra de lo que se robaron.
Un pueblo escondido en la cima,
mi piel es de cuero por eso aguanta cualquier clima.
Soy una fábrica de humo,
mano de obra campesina para tu consumo
Frente de frio en el medio del verano,
el amor en los tiempos del cólera, mi hermano.
El sol que nace y el día que muere,
con los mejores atardeceres.
Soy el desarrollo en carne viva,
un discurso político sin saliva.
Las caras más bonitas que he conocido,
soy la fotografía de un desaparecido.
Soy la sangre dentro de tus venas,
soy un pedazo de tierra que vale la pena.
soy una canasta con frijoles ,
soy Maradona contra Inglaterra anotándote dos goles.
Soy lo que sostiene mi bandera,
la espina dorsal del planeta es mi cordillera.
Soy lo que me enseño mi padre,
el que no quiere a su patria no quiere a su madre.
Soy América latina,
un pueblo sin piernas pero que camina.

Tú no puedes comprar al viento.
Tú no puedes comprar al sol.
Tú no puedes comprar la lluvia.
Tú no puedes comprar el calor.
Tú no puedes comprar las nubes.
Tú no puedes comprar los colores.
Tú no puedes comprar mi alegría.
Tú no puedes comprar mis dolores.

Tengo los lagos, tengo los ríos.
Tengo mis dientes pa` cuando me sonrío.
La nieve que maquilla mis montañas.
Tengo el sol que me seca y la lluvia que me baña.
Un desierto embriagado con bellos de un trago de pulque.
Para cantar con los coyotes, todo lo que necesito.
Tengo mis pulmones respirando azul clarito.
La altura que sofoca.
Soy las muelas de mi boca mascando coca.
El otoño con sus hojas desmalladas.
Los versos escritos bajo la noche estrellada.
Una viña repleta de uvas.
Un cañaveral bajo el sol en cuba.
Soy el mar Caribe que vigila las casitas,
Haciendo rituales de agua bendita.
El viento que peina mi cabello.
Soy todos los santos que cuelgan de mi cuello.
El jugo de mi lucha no es artificial,
Porque el abono de mi tierra es natural.

Tú no puedes comprar al viento.
Tú no puedes comprar al sol.
Tú no puedes comprar la lluvia.
Tú no puedes comprar el calor.
Tú no puedes comprar las nubes.
Tú no puedes comprar los colores.
Tú no puedes comprar mi alegría.
Tú no puedes comprar mis dolores.

Você não pode comprar o vento
Você não pode comprar o sol
Você não pode comprar chuva
Você não pode comprar o calor
Você não pode comprar as nuvens
Você não pode comprar as cores
Você não pode comprar minha felicidade
Você não pode comprar minha tristeza

Tú no puedes comprar al sol.
Tú no puedes comprar la lluvia.
(Vamos dibujando el camino,
vamos caminando)
No puedes comprar mi vida.
MI TIERRA NO SE VENDE.

Trabajo en bruto pero con orgullo,
Aquí se comparte, lo mío es tuyo.
Este pueblo no se ahoga con marullos,
Y si se derrumba yo lo reconstruyo.
Tampoco pestañeo cuando te miro,
Para q te acuerdes de mi apellido.
La operación cóndor invadiendo mi nido,
¡Perdono pero nunca olvido!

(Vamos caminando)
Aquí se respira lucha.
(Vamos caminando)
Yo canto porque se escucha.

Aquí estamos de pie
¡Que viva Latinoamérica!

No puedes comprar mi vida.

Quero te ver no Natal

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O essencial é saber ver,
Saber ver sem estar a pensar,
Saber ver quando se vê,
E nem pensar quando se vê
Nem ver quando se pensa.
Fernando Pessoa

Nesse Natal quem quiser me dar um presente
Venha me ver e venha inteiro
E me olhe nos olhos
E me olhe na alma

Nesse Natal quero distribuir muitos presentes
De olhar e ver o outro
De ouvir e escutar o outro
Presentes de afeto

Quando tem afeto tem fazer a diferença
Para o outro com a sua presença
E a presença é o presente

Nesse Natal, que tal?
A gente brincar de ser humano?